Estudante de arquitetura transforma resíduos eletrônicos em maquetes

As 9 maquetes foram feitas a partir de 1.940 peças e o custo total do projeto não chegou a cem reais.

“Do nada, eu estava sentado na frente do computador ouvindo música e, ao lado do computador tinha umas peças de PC estragadas (um mouse, um dissipador e um pente de memória), e eu consegui enxergar nessas peças prédios.” Foi assim, meio que por acaso, que o estudante de arquitetura Rafael dos Santos Silva começou um projeto artístico que transforma resíduos eletrônicos em miniaturas de cidades.

O trabalho começou há pouco mais de sete meses e o estudante levou, em média, cinco meses apenas para conseguir juntar a sucata necessária para construir as primeiras maquetes. Como os resíduos eletrônicos têm valor alto quando se fala em reciclagem, não foi muito fácil arrecadar os materiais. Mas, após todo o esforço da coleta, Rafael conseguiu juntar as mais diferentes peças de computadores e acessórios. Depois de desmontar e separar tudo, o processo de criação começou de verdade.

Foram quatro meses reciclando e quase três meses montando. Durante duas semanas, ele garante ter trabalhado incessantemente das 9h às 21h, focando toda a sua energia na criação das nove maquetes. “Como estava sozinho nessa jornada, eu tinha muita coisa para fazer, algumas pessoas me chamaram de ‘doido’, por tudo que estava fazendo, porque eu quase não parava pra nada”, disse. Mas, tanto esforço valeu a pena, tanto que o Rank Brasil já o considera o recordista nacional por ter a maior maquete já feita com peças de computador.

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

As maquetes foram feitas a partir de 1.940 peças e o custo total do projeto não chegou a cem reais. Por ser estudante de arquitetura, Rafael já está acostumado a lidar com escalas e teve todo o cuidado de um arquiteto no planejamento e desenvolvimento das maquetes.

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Um dos destaques é a cidade feita em escala 1/200. A maquete conta com 60 prédios, uma indústria e uma subestação de energia. Além disso, ela tem tudo o que uma cidade tem, inclusive árvores, carros e pessoas. Entre os materiais usados para este projeto estão: CDs, dissipadores, processadores, cartuchos, disquetes, modens, cabos, slots, entre outras coisas.

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Outro projeto que merece destaque é o aeroporto. Feito em tamanho de 140×110 centímetros, ele tem uma base feita de papelão e todo o resto criado a partir dos resíduos eletrônicos.

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Rafael explica que o intuito com este trabalho não é comercializar as maquetes, mas, sim, incentivar a reutilização dos materiais de forma criativa. “Se eu conseguir, através de palestras, exposições ou oficinas mostrar esse meu trabalho, talvez as escolas e universidades pudessem criar laboratórios para reaproveitar esse material para outros fins também”, finaliza o estudante.

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Rafael criou recentemente um perfil no Instagram em que compartilha novidades e detalhes dos projetos. Clique aqui para acessar.

Por Thaís Teisen – Redação CicloVivo
Fonte: Ciclovivo.com.br

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