Jesper Frausig, o engenheiro que está por trás do desenvolvimento da Bike Solar. Ele começou seu protótipo durante uma tese de mestrado (2015). Na prática, vale tratar a “bike solar” como um conceito/protótipo e, para o Brasil em 2026, como uma solução que normalmente aparece em formatos híbridos (solar + bateria + pedal assistido) em modelos importados ou kits.
Atenção: não há evidência de que esse protótipo específico seja comercializado em escala ou tenha certificações para uso geral. Portanto, evite a ideia de que “pessoas de todas as idades” podem usar: o uso tende a ser indicado para adultos aptos e com cuidados de segurança, sobretudo em velocidades mais altas.
Contexto relacionado:
Este conteúdo trata de um projeto, tecnologia ou caso ligado à geração em larga escala. Para entender como funcionam as usinas de energia solar, seus diferentes tipos, escala de produção e o papel dessas usinas na expansão da energia solar no Brasil, confira o guia principal abaixo.
Jesper, afirma ainda, que ela é uma excelente opção para regiões em que a energia elétrica ainda não chegou. A proposta é justamente reduzir a dependência de tomada, mas é importante alinhar expectativa: no mercado atual, a maior parte das opções “solares” usa bateria recarregável como principal fonte, com o sol ajudando a manter/estender a carga.
Como funciona a Bicicleta Solar?
A bicicleta solar é equipada com células fotovoltaicas instaladas sobre as rodas. Desta forma, ela capta e converte a energia do sol em eletricidade para alimentar o sistema elétrico (normalmente com armazenamento em bateria). Mesmo em dia nublado, painéis ainda geram energia, mas com menor potência — isso reduz velocidade e/ou autonomia e aumenta o tempo necessário para recuperar carga.
Com a energia sendo produzida a partir do sol, ela não emite gases no efeito estufa diretamente durante o uso (zero emissões de CO2 no escapamento). Outro ponto relevante é que ela pode reduzir a necessidade de ser conectada à rede para recarregar. Porém, a informação de que “leva cerca de três dias para carregar totalmente” não é um padrão confiável: em modelos solares híbridos recentes, o tempo de recarga por sol pode variar bastante, e uma referência mais realista é ordem de horas em sol pleno (e bem mais em baixa irradiância), dependendo do tamanho do painel, bateria e consumo.
Sobre desempenho: protótipos e modelos semelhantes reportam algo como ~32 km/h em modo solar e ~50–56 km/h em pedal assistido. Ou seja, “chegar a 50 km/h” pode ser verdade em condições específicas, mas não costuma ser “apenas no sol”.
Brasil (legalidade e segurança): atenção ao uso em vias públicas. No país, bicicletas elétricas com assistência até 25 km/h e motor até 250 W se enquadram em regras específicas; acima disso, pode entrar como ciclomotor (podendo exigir habilitação e outras obrigações). Para detalhes de enquadramento e cuidados, uma referência nacional é o guia do Portal Solar: https://www.portalsolar.com.br/bicicleta-eletrica.
Disponibilidade e preços (2026): a Bike Solar de Jesper Frausig não tem venda oficial no Brasil. O que existe por aqui é importação PF de modelos “solar assist” ou compra de kits solares para retrofit. Como faixa de referência, e-bikes básicas no Brasil costumam ficar por volta de R$ 2.300 a R$ 5.000 (sem solar), enquanto opções solares importadas podem chegar perto de R$ 10.000 com frete/impostos estimados (variável conforme câmbio e tributação), e kits solares podem custar aproximadamente R$ 1.500 a R$ 4.000 (sem incluir a bicicleta).
Limitações técnicas importantes: a eficiência de painéis em uma bike é limitada (área pequena e perdas por posição/ângulo), e o peso extra do sistema pode reduzir rendimento. Em chuva/nublado, a autonomia pode cair significativamente. Para uso rural, costuma funcionar melhor em rotas curtas e com alta insolação (ex.: parte do Nordeste e do Norte), mas sempre com planejamento de bateria e possibilidade de recarga alternativa.

