O projeto se chama PRÓPOLIS, de Polímeros para Inclusão Social. O nome faz referência ao uso de polímeros como matéria-prima principal dos coletores solares e ao diferencial social do projeto. A ideia partiu de estudantes do Instituto Ramacrisna, com apoio da CEMIG e da FAPEMIG, e teve validações técnicas iniciais em parceria com a UFMG (em relatos de 2021). Em 2026, as informações públicas mais recentes ainda indicam um projeto em fase de protótipos/pilotos e capacitação, sem evidência de comercialização em larga escala.
Contexto relacionado:
Este conteúdo aborda um aspecto específico da energia solar. Para entender como a energia solar evolui no Brasil, seu papel na matriz energética e como inovações globais influenciam esse cenário, confira o guia de referência abaixo.
Ao contrário dos tradicionais coletores solares térmicos com metais (como cobre) e vidro, o PRÓPOLIS utiliza plástico reciclado (principalmente de lixo eletrônico) como parte central do coletor. Importante: os relatos disponíveis não sustentam que seja “inteiramente” plástico; há componentes e estrutura/tubulação no conjunto. Também não há confirmação pública, nas fontes verificadas, de certificação INMETRO/ABNT para uso como produto comercial padrão em 2026 — o que reforça o caráter experimental/piloto.

O projeto visa trazer impactos ambientais e também sociais. Além de reaproveitar plásticos de lixo eletrônico (um problema crescente no Brasil), a proposta envolve capacitar e empregar jovens, principalmente sem experiência anterior, para participar do processo de fabricação e montagem, gerando renda e qualificação dentro das comunidades.
Além de fortalecer a economia local, jovens começam a se qualificar e obter renda. Este dinheiro circula na região, aumenta o poder aquisitivo das famílias e pode apoiar iniciativas comunitárias de eficiência energética e sustentabilidade.

Dos impactos ambientais, além do lixo eletrônico reaproveitado, também há potencial de redução do consumo de energia elétrica com o uso do aquecimento solar de água. Como referência de mercado e políticas setoriais, relatórios citados na pesquisa indicam que um aquecedor solar residencial pode evitar cerca de ~1.200 kWh/ano por unidade (ANEEL/EPE, dados consolidados em 2025), dependendo de hábitos de consumo, insolação e dimensionamento do sistema.
Dados essenciais (para alinhar expectativas em 2026): em relatos iniciais, o PRÓPOLIS divulgou que 1 m² de coletor poderia atender cerca de 200 litros/dia (estimativa de piloto, 2021). Já os preços citados em matérias antigas (como “R$ 180 a R$ 350”) são estimativas desatualizadas e não verificáveis em fontes recentes; em 2026, sistemas solares térmicos convencionais no Brasil costumam aparecer em faixas aproximadas de R$ 800 a R$ 2.500 (sem instalação), variando por capacidade, marca, logística e componentes. Em projetos como o PRÓPOLIS, faz mais sentido falar em meta de reduzir custo (em 2021, a proposta era diminuir mais de 50% em relação a alternativas tradicionais), e não em um preço fixo garantido.
Atenção (disclaimer): como não há confirmação pública de certificação INMETRO/ABNT e nem de venda ampla em 2026, o caminho mais seguro para residências e projetos comunitários é tratar o PRÓPOLIS como iniciativa de teste/piloto e inovação social. Antes de instalar em escala, verifique requisitos técnicos e de segurança (por exemplo, aderência às referências da ABNT para sistemas solares térmicos, como a NBR 15569, quando aplicável), durabilidade do material e assistência local.
Além de atuar aqui no Brasil, o projeto também foi citado, em relatos iniciais, como potencial solução para países da África e Ásia — especialmente por tentar unir baixo custo, reaproveitamento de resíduos e aplicação prática em regiões com alta insolação. Em 2026, porém, não há evidência consistente, nas fontes verificadas, de implantação em escala nesses mercados; a informação aparece como objetivo/intenções de expansão.