Uma equipe multidisciplinar liderada pela pesquisadora Lohane Palaoro, do CPID (Centro de Pesquisa e Inovação em Desenvolvimento) e com participação de grupos da UFES, desenvolveu nos últimos anos um protótipo de “árvore solar” — uma estrutura vertical que concentra painéis fotovoltaicos em pouco espaço e também funciona como ponto de apoio urbano (como tomadas e outros recursos).
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Este artigo trata de uma aplicação prática da energia solar. Para entender quanto custa a energia solar no Brasil, quais fatores influenciam o preço e quando ela realmente compensa, veja o guia completo abaixo.
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O projeto tem cerca de 6 metros de altura e consiste em 21 painéis solares montados de maneira a imitar as folhas de uma árvore (cada “folha” com aproximadamente 1 m²). A estrutura ocupa cerca de 4 metros quadrados de área de base. Sobre a geração, a ‘Árvore Solar‘ aparece em reportagens e materiais técnicos como capaz de chegar a até 300 kWh por mês — mas é importante entender que esse valor é uma estimativa/projeção divulgada em 2023, sem dados públicos consolidados de produção real em operação até as informações disponíveis (acesso em 2026).

Essa produção estimada de energia não é um acaso. Lohane Palaoro destaca que os benefícios vêm da disposição vertical dos painéis, que busca mais geração por área de base em ambientes onde espaço é limitado. Em sistemas convencionais, os painéis solares costumam ficar distribuídos de forma mais “plana”, exigindo uma área bem maior para acomodar uma potência semelhante (no caso do protótipo, são 21 “folhas” de ~1 m² cada, totalizando cerca de 21 m² de módulos concentrados em uma base de ~4 m²).
“Essa verticalização que buscamos é uma grande tendência do mercado. Não existem muitos espaços disponíveis no ambiente urbano para construir usinas solares” explica a pesquisadora.
Dados rápidos (projeto UFES – referências de 2023): 6 m de altura; 21 painéis/“folhas” (~1 m² cada); ~4 m² de área de base; geração divulgada como até 300 kWh/mês (projeção); e indicação de potencial de até ~3x mais kWh por m² de base em comparação a um arranjo tradicional (também como projeção). O protótipo foi apresentado como unidade experimental, com parcerias e apoios citados em materiais públicos (como LabTel/UFES e instituições de fomento), mas sem evidências públicas de implantação em escala ou série comercial nas atualizações acessíveis até 2026.
Onde o projeto “Árvore Solar” será instalado?
De acordo com as informações divulgadas em 2023, o projeto ‘Árvore Solar’ foi apresentado com previsão de uso em parques, praças e duas escolas técnicas estaduais no Espírito Santo, além da possibilidade de aplicação como solução para áreas remotas (por exemplo, atendendo comunidades ribeirinhas com uso de baterias). Até as informações publicamente acessíveis em 2026, o status permanece como protótipo/planejamento, sem confirmação ampla de instalações permanentes em múltiplos locais.

Para espaços públicos, a ideia é que a árvore solar funcione como um “mobiliário urbano energético”, com possibilidade de oferecer recursos como tomadas e portas USB e até Wi‑Fi (dependendo do projeto e integrações). Já para comunidades remotas, o caminho mais realista é o uso off-grid com baterias, o que aumenta o custo e traz desafios de logística e manutenção — mas pode ser estratégico onde a rede elétrica é inexistente ou instável.
Atenção às limitações e normas no Brasil: por ser uma solução vertical e ainda experimental, a viabilidade prática depende de projeto elétrico, segurança e manutenção (trabalho em altura). Em aplicações conectadas à rede, entram exigências de acesso e regras de microgeração (ANEEL) e a necessidade de componentes homologados (como módulos e inversores conforme requisitos aplicáveis e boas práticas). Em qualquer cenário, é essencial seguir normas técnicas de instalações elétricas e de sistemas fotovoltaicos, e avaliar a necessidade de aprovações municipais quando instalado em praça/parque/escola.
Com o custo do espaço urbano cada vez mais caro, a ‘Árvore Solar’ representa uma maneira inovadora de incorporar a energia solar em nossas cidades quando a área disponível é pequena. Ainda assim, como não há preço oficial divulgado para o protótipo, qualquer “valor de instalação” no mercado tende a ser apenas aproximado (e varia muito com estrutura metálica, fundação, inversor, baterias, integração e mão de obra). Se a sua dúvida é entender custo/viabilidade econômica da energia solar no Brasil, o melhor caminho é comparar com sistemas fotovoltaicos convencionais (on-grid e off-grid) e estimar retorno com base na sua tarifa e consumo.