Dinamarca Vai Construir Ilha Artificial de Energia Eólica de £25 Bilhões

Graças a esse acordo o centro de energia eólica no mar do Norte está estipulado para ser o maior projeto de construção da história da Dinamarca.

O governo da Dinamarca concordou em ter uma participação majoritária na construção de uma “ilha de energia” artificial, de 25 bilhões de libras, que será construída a 80 quilômetros da costa, no meio do mar do Norte.

Ela será protegida das tempestades do mar do Norte em seus três lados por um paredão bastante alto, com um cais para navios de serviço ocupando o quarto lado.

Em um grande acordo fechado na noite de quarta-feira, o governo concordou com os partidos que o apoiam e com a oposição no sentido de que o estado deveria deter 51% das ações da ilha, com o restante estando nas mãos do setor privado.

“Este é de fato um grande momento para a Dinamarca e para a transição sustentável no mundo todo”, disse o Ministro do Clima da Dinamarca, Dan Jørgensen, em um comunicado.

“O centro de energia no mar do Norte será o maior projeto de construção da história da Dinamarca. Ele fornecerá uma grande contribuição para concretizar o enorme potencial da energia eólica offshore europeia”.

O projeto se fundamenta em um acordo entre as partes, o qual foi fechado em junho, sobre política energética, no qual as partes concordaram em construir dois centros de energia eólica, um artificial e outro localizada na ilha báltica de Bornholm.

Os dois centros irão inicialmente ter a capacidade de geração eólica de 5GW e irão triplicar a capacidade da atual instalação eólica offshore da Dinamarca. Essa capacidade será posteriormente aumentada para até 12GW.

Como vai funcionar a ilha para pgeração de energia eólica?

No texto do acordo, as partes alertam que a ilha do mar do Norte pode ser difícil de ser terminada antes de 2033, o que significa que isso poderá não ser de ajuda para fazer a Dinamarca atingir sua ambiciosa meta para 2030 de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 70% em relação às quantias emitidas em 1990.

Mas o texto apela ao governo para trabalhar com parceiros do setor privado para tentar acelerar o processo de uma forma que possa ser colocado em funcionamento mais cedo.

 “Isso é muito importante para a Dinamarca”, disse Jørgensen ao jornal The Guardian. “Estamos dando um passo para a próxima era da energia eólica offshore. Em 1991, fomos o primeiro país a construir um parque eólico offshore e agora estamos dando o próximo passo”.

Jørgensen disse que após o acordo de junho ainda não havia sido decidido se o estado assumiria o papel de liderança no financiamento do projeto e se envolveria a construção de uma ilha real.

Ele chamou a participação de 51% de um “comprometimento perfeito” que traria a experiência do setor privado e o tornaria “um negócio muito lucrativo tanto para os investidores privados quanto para o Estado dinamarquês”.

Ele disse que a construção da ilha estava prevista para começar em 2026, com os próximos cinco anos destinados a recrutar parceiros do setor privado, a realizar avaliações de impacto ambiental no fundo do mar e assinar acordos para conectar as duas ilhas de energia à Bélgica, Holanda e Alemanha.

“A viabilidade econômica dos projetos depende de estabelecermos essas conexões, porque é muito mais do que podemos usar para nós mesmos”, disse ele.

Leia Também

No post here!