Atualizado em: 08/01/2026
Se você é um amante de jipes e carros off-road, vai ficar curioso com o Fering Pioneer 4×4: um projeto britânico pensado para rodar em regiões remotas (expedições, resgate e até uso tático) e não um “SUV elétrico comum” de concessionária. Para entender o que ele tem de diferente (e comparar com modelos reais do nosso mercado), veja também o guia de carros elétricos no Brasil.
Importante: apesar de ser chamado de “carro elétrico”, o Pioneer é, tecnicamente, um elétrico com extensor de autonomia (range extender) — um híbrido em série. Ou seja: ele anda com motores elétricos, mas pode usar um motor a combustão trabalhando como gerador para manter a bateria e os sistemas energizados em locais sem recarga.
Desenvolvido por uma equipe britânica da Fering (fundada por Ben Scott-Geddes), o objetivo do projeto não é competir com carros elétricos urbanos, e sim entregar um utilitário “off-grid” para missões longas e ambientes extremos, onde autonomia, robustez e logística de energia contam mais do que conforto ou desempenho esportivo.
O nome da empresa: Fering é, segundo a própria marca, uma palavra do inglês antigo associada à ideia de “companheiro de viagem”. A empresa se apresenta como uma operação enxuta, com foco em engenharia e aplicações de nicho (hoje com comunicação bem voltada a versões táticas/militares do veículo).

Contexto no Brasil (2025–2026): até o momento, não há venda oficial, rede de assistência, nem representação comercial da Fering no país em canais públicos. Na prática, o Pioneer é um veículo de nicho e, se alguém quisesse trazê-lo, seria apenas via importação independente extremamente especializada (com alto custo, prazos longos e incertezas de homologação/uso em via pública). Para a maioria dos motoristas, faz mais sentido avaliar SUVs elétricos e híbridos já disponíveis no mercado nacional.
Quanto custa o carro elétrico 4×4?
As referências mais citadas na imprensa internacional desde o anúncio inicial (2021) apontavam um preço estimado a partir de £150.000 (valor de lançamento/estimativa histórica, não uma tabela oficial no Brasil). Como o modelo não é vendido oficialmente aqui, não existe “preço em reais” oficial.
Na prática, uma importação independente de um veículo desse tipo (volume baixíssimo, configuração especial, frete internacional, seguro, impostos e possíveis adaptações) pode facilmente superar R$ 2 milhões, variando muito conforme câmbio, regime tributário e especificação do veículo. Encare qualquer número em R$ apenas como simulação, não como oferta comercial.
Se o cliente optar pelas versões personalizadas, esse valor tende a ser maior, de acordo com configuração (pacotes de missão, tanques de longo alcance, equipamentos e layout interno).
Em termos de construção, ele realmente se destaca. O projeto foi divulgado com estrutura leve em alumínio (com elementos tubulares e painéis externos em material compósito/tecido, dependendo da versão). Outro destaque é que cada eixo tem um motor elétrico dedicado, o que viabiliza a tração 4×4 elétrica.

Na configuração apresentada ao público em matérias técnicas, o Pioneer usa dois motores elétricos YASA P400 (um por eixo), com cerca de 600 Nm de torque total (dado de fabricante/divulgação). Para estender a autonomia longe de carregadores, há um motor térmico de 3 cilindros, 800 cc, derivado de aplicações do Smart, operando como gerador e podendo ser adaptado para biodiesel — ele não traciona diretamente as rodas (híbrido em série).
Sobre peso, as divulgações iniciais falavam em algo próximo de 1.500 kg (projeto original), enquanto a comunicação mais recente da Fering para versões como a Pioneer X menciona cerca de 1.650 kg (varia por versão e configuração). Ou seja: é melhor tratar como uma faixa aproximada, não um número único e definitivo.
Na versão civil inicial divulgada na imprensa, a bateria era de 20 kWh, com cerca de 80 km de autonomia 100% elétrica (valor declarado pela marca, em condições ideais). Já o “número viral” do projeto — até 7.000 km — é uma autonomia total estimada, combinando bateria + geração a bordo + tanques de combustível de longo alcance. Esse alcance é declarado pelo fabricante e não é o mesmo que “autonomia elétrica pura”, nem foi apresentado como ciclo homologado para o consumidor comum.
Sobre combustíveis alternativos: a Fering já sinalizou, em materiais e cobertura técnica, que o extensor de autonomia pode ser pensado para diferentes soluções (incluindo alternativas como bioetanol ou até hidrogênio/célula a combustível, dependendo do mercado). Mas isso deve ser entendido como possibilidade de projeto — não é garantia de que o modelo atual aceite “etanol de posto” no Brasil.
Nas condições ideais divulgadas, a velocidade máxima fica em torno de 125–128 km/h (faixa citada em apresentações e matérias), reforçando que a proposta é robustez e alcance, não alta velocidade.
Suas rodas de 22,5 polegadas (medida comum em aplicações de caminhões) são escolhidas pela robustez e disponibilidade global de pneus — um detalhe coerente com o foco em operação remota.

Para garantir desempenho em extremos de temperatura e longa vida de ciclo, o projeto divulgado utiliza células LTO (Lithium Titanate Oxide), conhecidas por tolerarem melhor condições severas e muitos ciclos de carga (em troca de menor densidade energética, quando comparadas a químicas mais comuns em EVs de passeio).
O nome mais associado ao projeto é Ben Scott-Geddes, engenheiro com histórico em projetos de alta performance (com passagens citadas pela imprensa envolvendo McLaren e Ferrari). A ideia do Pioneer, porém, é usar esse know-how para um utilitário off-grid, e não para um esportivo.
Fering Pioneer vs. “carro elétrico comum” (Brasil): comparação rápida
| Item | Fering Pioneer (nicho/off-grid) | Elétrico vendido no Brasil (padrão) |
|---|---|---|
| Tipo | Elétrico com extensor de autonomia (híbrido em série) | Geralmente BEV (100% elétrico) ou PHEV |
| Alcance | Até 7.000 km (estimativa de fabricante, com tanques e geração a bordo) | Tipicamente ~250–500 km por carga (dependendo do modelo/ciclo) |
| Uso típico | Missões remotas, expedição, resgate, aplicações especiais | Uso urbano/rodoviário com recarga em casa/rede pública |
| Status no Brasil | Sem venda oficial; apenas importação independente (incerta) | Venda oficial em concessionárias/importadores |
Perguntas frequentes (FAQ)
O Fering Pioneer é realmente um carro elétrico?
Ele é um elétrico com extensor de autonomia (range extender), ou seja, um híbrido em série: os motores elétricos tracionam o carro e um motor a combustão pode funcionar como gerador para produzir eletricidade e manter o sistema operando em regiões sem recarga.
Esse modelo é vendido no Brasil hoje?
Não. Até 2025–2026 não há venda oficial, concessionária, nem representante da Fering no Brasil. Qualquer tentativa de compra seria por importação independente e especializada, com alto custo e incertezas de homologação, peças e suporte técnico local.
Quanto dura a bateria de um carro elétrico?
Nos carros elétricos vendidos no Brasil, é comum ver garantias de bateria na faixa de 8 anos (frequentemente entre 160 mil e 200 mil km, variando por marca/modelo). Na prática, a bateria pode durar mais, dependendo de uso, temperatura e padrão de recargas. Em manutenção, muitas montadoras trabalham com troca de módulos ou do pack; não é correto dizer que “não tem conserto” em qualquer cenário. No caso do Fering Pioneer, por ser um projeto de nicho, não há histórico público amplo no Brasil sobre durabilidade e suporte local da bateria LTO.
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