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Pirâmide Solar do Caximba: Atende 43% da Energia Municipal

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Imagem: EkkoGreen

A Pirâmide Solar do Caximba é uma usina fotovoltaica em formato piramidal instalada no antigo aterro do Caximba (desativado em 2010) e integra o programa Curitiba Mais Energia. O projeto foi inaugurado em 29/03/2023 e opera com 4,55 MWp (cerca de 8.600 painéis). Segundo dados oficiais divulgados em 2023, a energia gerada compensa aproximadamente 30% do consumo dos prédios públicos do município, com economia estimada de R$ 2,65 milhões por ano.

Contexto relacionado:
Este conteúdo trata de um projeto, tecnologia ou caso ligado à geração em larga escala. Para entender como funcionam as usinas de energia solar, seus diferentes tipos, escala de produção e o papel dessas usinas na expansão da energia solar no Brasil, confira o guia principal abaixo.

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Como funciona a usina solar em forma de pirâmide?

A Pirâmide Solar do Caximba, como foi batizada, foi executada como uma usina fotovoltaica instalada sobre o aterro, com arranjo estrutural em formato de pirâmide (solução que ajuda a distribuir cargas e reduzir intervenções no solo do antigo lixão). O plano original do projeto previa um componente adicional com biomassa (resíduos de podas e limpeza de jardins), porém as informações mais recentes e a inauguração de 2023 descrevem a implantação como FV pura, sem confirmação de uma mini-usina de biomassa em operação.

Dados de referência (2023–2026): operação desde 2023, potência instalada de 4,55 MWp, geração reportada acima de 500 MWh/mês e compensação via créditos na rede da Copel (GD). Como se trata de geração distribuída, a contabilização pode variar com regras vigentes da ANEEL e com a unidade consumidora compensada — recomenda-se validar os números operacionais mais recentes diretamente com a Copel/PMC e registros aplicáveis.

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O projeto foi implementado e é mantido através de um Acordo de Cooperação Técnica, assinado pela Prefeitura Municipal em colaboração com a Copel, com apoio técnico e institucional de organizações internacionais (C40 e GIZ) no contexto de financiamento e estruturação.

A campanha foi organizada pela distribuidora, que abriu o concurso público 001/2019 para receber propostas de empresas interessadas em projetos de produção de energia distribuída no âmbito dos regulamentos e procedimentos estabelecidos pela Aneel, a Agência Nacional de Energia Elétrica. Como em projetos públicos desse porte, houve etapas de licitação e amadurecimento técnico até a entrega e início da operação (2023).

A iniciativa é também apoiada pela C40 (rede de cidades empenhadas em combater as alterações climáticas) e pela GIZ (a organização de cooperação internacional do governo alemão). Em materiais de divulgação do projeto, há estimativas de impacto climático de longo prazo, como a redução acumulada de emissões até 2050 (ordem de grandeza de dezenas de milhares de toneladas de CO₂), que dependem de hipóteses de geração, fator de emissão e continuidade operacional.

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Aterro do Caximba em Curitiba

De acordo com informações divulgadas na inauguração e em publicações técnicas/noticiosas de 2023, o investimento total do empreendimento ficou em torno de R$ 28 milhões (incluindo a engenharia necessária para implantação em área de aterro). Estimativas publicadas também apontam payback em torno de 5 anos, mas esse retorno pode variar conforme desempenho real, custos de O&M, regras de compensação de créditos (GD/ANEEL) e tarifas aplicáveis ao município.

Indicador (Pirâmide Solar do Caximba)Valor reportadoObservação
Potência instalada4,55 MWp (≈ 8.600 painéis)Dados divulgados na inauguração (2023)
Atendimento do consumo municipal≈ 30% dos prédios públicosMeta inicial mencionada em fases anteriores era maior; número oficial divulgado em 2023 indica ~30%
Geração mensal> 500 MWh/mêsValor de referência divulgado (pode variar por sazonalidade)
Economia anual estimadaR$ 2,65 milhões/anoDivulgação oficial (2023)
Investimento totalR$ 28 milhõesInclui engenharia para aterro; custo por kWp tende a ser maior que em solo firme
Biomassa (podas)Planejada no conceito originalExecução confirmada como FV; biomassa não confirmada em operação

Outros projetos

O programa Curitiba Mais Energia ainda visa a instalação de usinas fotovoltaicas na rodoviária da cidade e em três de seus terminais de ônibus: Pinheirinho, Santa Cândida e Boqueirão. Em atualizações do programa, há expansão de projetos em terminais e outras frentes (como iniciativas habitacionais), com economia acumulada divulgada de aproximadamente R$ 5 milhões até 2024.

Outro fruto do programa de energia limpa de Curitiba foi a usina solar do Palácio 29 de Março, sede da Prefeitura da cidade, operando desde junho de 2019 com 439 placas solares.

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