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Representante brasileira em encontro institucional ao lado de painel sobre cooperação climática. Imagem gerada por IA a partir de foto oficial, sem valor documental.
Imagem gerada por IA a partir da foto oficial publicada pelo Ministério da Fazenda.
O Ministério da Fazenda informou que apresentou avanços do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) em uma reunião do Comitê Gestor da NDC Partnership, realizada no Rio de Janeiro em 19 e 20 de outubro. A secretária extraordinária do Mercado de Carbono, Cristina Reis, participou do encontro e defendeu coordenação entre governos, fundos climáticos e bancos multilaterais.
A nota foi publicada em 3 de novembro, duas semanas depois da reunião. Ela descreve um fórum de articulação sobre metas climáticas nacionais e mecanismos de financiamento, mas não anuncia uma nova regra para o SBCE, um contrato ou um aporte aprovado para o mercado brasileiro. A distinção é importante: apresentar uma política em um encontro não equivale a aprovar recursos ou colocar ativos em negociação.
A reunião aproximou metas climáticas e financiamento

Ilustração conceitual da articulação entre metas climáticas, assistência técnica e instituições financeiras; não representa acordo ou aporte aprovado.
Imagem gerada por IA para explicar a relação descrita pelo Ministério, sem texto ou logos inseridos na imagem.
O Brasil exercia a copresidência da Partnership no biênio 2025–2026, ao lado da Austrália. A aliança reúne governos e instituições internacionais para apoiar a implementação das metas climáticas nacionais. Esse papel dá contexto à participação brasileira, mas não altera por si só as obrigações legais das empresas no mercado de carbono.

Nota oficial da Fazenda sobre a reunião do Comitê Gestor da NDC Partnership.
Reprodução: Ministério da Fazenda. Fonte primária.
Segundo o Ministério, a segunda reunião de 2026 do Comitê Gestor da NDC Partnership ocorreu no Jardim Botânico e na sede do BNDES. A Fazenda relata que as conversas trataram da aproximação entre as metas climáticas nacionais e o financiamento, e que a secretária da SEMC apresentou avanços do SBCE.
A página da NDC Partnership sobre o Brasil e a pasta descrevem a aliança como um mecanismo de articulação que conecta demandas formuladas pelos governos para cumprir suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) à assistência técnica e ao apoio de fundos climáticos e bancos multilaterais. A fala de Reis sobre coordenação entre instituições foi uma posição apresentada no encontro. A nota não identifica um projeto financiado, um valor aprovado ou um cronograma de desembolso resultante da reunião.
O SBCE é uma política regulatória, não um anúncio de crédito
Na nota, a Fazenda situa o SBCE dentro do Plano de Transformação Ecológica e o lista ao lado de instrumentos como a Taxonomia Sustentável, o Fundo Clima, o Eco Invest Brasil, a Plataforma Brasileira de Investimentos e títulos soberanos sustentáveis. Essa é a forma como o governo descreve a integração de políticas para atrair capital à transição produtiva. A publicação não detalha fluxo financeiro entre esses instrumentos nem informa que a reunião tenha aprovado um financiamento específico.
O Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões foi instituído pela Lei nº 15.042, de 2024, e sua implantação ocorre por etapas. Um exemplo de avanço regulatório separado do encontro é a Portaria SEMC/MF nº 3.199, publicada em 29 de outubro. A nota da Fazenda sobre o cronograma de MRV informa que ela define etapas para as obrigações de mensuração, relato e verificação de emissões. A portaria saiu antes da publicação da nota sobre a reunião e não foi anunciada como resultado dela.

Linha do tempo do encontro e de atos separados. A Portaria não foi apresentada como resultado da reunião.
Diagrama editorial EkkoGreen, baseado nas notas oficiais do Ministério da Fazenda e da NDC Partnership.
Isso também diferencia o mercado regulado de um crédito voluntário comprado por uma empresa ou pessoa. O SBCE organiza obrigações e instrumentos definidos em lei e regulamentação. A página do EkkoGreen sobre mercado regulado de emissões para empresas explica esse sistema; a página sobre crédito de carbono trata do conceito mais amplo.
O que acompanhar depois do encontro
A reunião pode ser entendida como parte da coordenação política e técnica necessária para executar metas climáticas, mas o comunicado não registra decisão formal nova para o SBCE. Para avaliar mudança prática, os próximos sinais são atos regulatórios publicados, instrumentos com regras e elegibilidade definidas, projetos identificados e informações sobre recursos aprovados ou desembolsados.
A atualização de 29 de outubro sobre o cronograma de MRV é um desses atos regulatórios e deve ser lida separadamente da reunião de outubro. No relato do encontro, a Fazenda apresentou o sistema e sua relação com políticas de financiamento; não informou que a agenda tenha criado um novo mercado operacional ou liberado dinheiro para projetos.
Perguntas Frequentes
O que é a NDC Partnership?
É uma aliança de governos e instituições que articula apoio técnico e financeiro para a implementação das metas climáticas nacionais. A página institucional lista o Brasil como copresidente de país em desenvolvimento no período de 2025 a 2026.
A reunião aprovou uma nova regra ou financiamento para o SBCE?
A nota publicada pela Fazenda não anuncia uma regra nova, contrato ou aporte aprovado. Ela relata uma apresentação do SBCE e uma defesa de coordenação entre instituições. A Portaria SEMC/MF nº 3.199, que trata de obrigações de MRV, foi publicada separadamente em 29 de outubro.
Fontes
Ministério da Fazenda: SBCE em reunião da NDC Partnership
NDC Partnership: perfil do Brasil




