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⚠️ Atualização importante (2026)
Este conteúdo faz parte de uma atualização editorial do EkkoGreen. As informações abaixo foram incorporadas e aprofundadas no nosso guia completo sobre economia circular, onde reunimos conceitos, exemplos práticos e aplicações reais sobre redução de resíduos, reutilização de materiais, reciclagem e novos modelos de produção e consumo.
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Conteúdo atualizado em janeiro de 2026.
Sem destino adequado para descarte ou método de reciclagem popular, as bitucas de cigarro acabam indo parar no lixo convencional, inclusive, muitas vezes chegando até os oceanos.
De acordo com a Ocean Conservancy, ao longo de 32 anos de trabalho, mais de 60 milhões destes resíduos tóxicos foram coletados nos mares, inclusive, muitas vezes acabam sendo confundidos como alimentos por aves e tartarugas marinhas.
A fim de solucionar este problema e garantir uma destinação correta a este lixo tóxico extremamente comum no Brasil, já que o país é o maior consumidor de cigarro da América Latina; a bióloga mineira Bárbara Sales inovou com um sistema de reciclagem das bitucas.

Neste sistema, Bárbara, formada pelo Centro Universitário Newton Paiva, garante que as bitucas se transformem em porta-copos, voltando muito vezes para seu principal local de consumo, os bares.
A bióloga acredita que dessa forma, os fumantes poderão reconhecer a importância de destinar esses resíduos tóxicos de maneira adequada, já que os porta-copos de bituca de cigarro estarão ali, de volta aos bares para lembrá-los desta necessidade.
Além disso, todo o processo de reciclagem das bitucas de cigarro é extremamente simples e prático, podendo ser desenvolvido em grande escala sem muitos gastos.
A reciclagem das bitucas de cigarro

O primeiro passo para transformar as bitucas de cigarro em porta-copos, segundo o projeto da bióloga, é garantir a coleta estratégica.
Para isso, Bárbara distribuiu coletores em bares e estabelecimentos com áreas para fumantes. No início do projeto, a coleta também foi realizada de forma manual.
A próxima etapa consiste na higienização dos resíduos tóxicos, que é feita com auxílio de componentes químicos. As bitucas ficam submersas nesses produtos, durante um período de sete dias, logo após são cozidas a 200 graus até a consistência se tornar pastosa.
O último passo desta transformação sustentável compreende na divisão dessa massa nos moldes de porta-copos. Além do porta-copos, há a possibilidade de criar outros produtos advindos desse papelão das bitucas.