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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicou em 16 de outubro o resultado definitivo do edital ArborizaCidades. Dez municípios, distribuídos pelas cinco regiões do Brasil, foram selecionados para propostas de arborização urbana e enfrentamento do calor extremo. Os valores previstos por cidade variam de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões.
A decisão encerra a avaliação técnica e a análise dos recursos da fase recursal, mas ainda não é uma comprovação de que o dinheiro foi transferido ou de que os plantios começaram. Para moradores e gestores, o próximo passo é acompanhar a formalização dos instrumentos e, depois, os projetos executados em cada local.

Dez cidades foram selecionadas nas cinco regiões
O resultado do Edital de Chamamento Público FNMA nº 1/2026 lista Caruaru, em Pernambuco; Feira de Santana, na Bahia; e Itapipoca, no Ceará, no Nordeste. No Sudeste, foram selecionados Porteirinha, em Minas Gerais, e Santa Rosa de Viterbo e Santo André, em São Paulo.
No Norte, a lista inclui Ourilândia do Norte e Monte Alegre, ambas no Pará. Catalão, em Goiás, representa o Centro-Oeste. No Sul, foi selecionado Capão do Leão, no Rio Grande do Sul. A distribuição regional confirma que o resultado contempla projetos de todas as cinco regiões, sem que isso permita comparar a necessidade de arborização entre cidades.

A chamada estabelece valores de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões conforme as propostas apresentadas. O MMA não discrimina no comunicado o valor destinado a cada município. Por isso, não é possível atribuir uma quantia individual a cada projeto apenas com base no resumo da divulgação.
O resultado definitivo considera a fase de recursos
O edital foi conduzido pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), em conjunto com a estrutura de cidades verdes do MMA. A publicação de 16 de outubro informa que a lista final considera a avaliação técnica e os recursos apresentados após a etapa preliminar. Esse processo altera a situação em relação ao anúncio de setembro, que ainda não era definitivo.
O edital integra a implementação do Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU) e o Programa Cidades Verdes Resilientes. Seu objetivo é apoiar municípios em ações de arborização e redução do calor urbano extremo. Essa finalidade descreve o uso previsto do apoio federal, não um impacto que já tenha sido medido nos locais selecionados.
A sequência usual de uma política de apoio envolve seleção, formalização, liberação de recursos, execução e prestação de contas. A notícia do resultado confirma a primeira etapa e informa a faixa prevista de recursos, mas não apresenta cronograma de repasses, número de árvores, áreas de plantio ou contratos municipais. Esses dados precisarão ser acompanhados em documentos de execução e prestação de contas.
Arborização pode ajudar, mas o efeito depende do lugar
Árvores podem criar sombra e contribuir para o conforto térmico, mas o resultado varia conforme clima, densidade construída, espécies, solo, manutenção e distribuição da vegetação. Uma revisão sistemática publicada na Revista Brasileira de Climatologia analisou estudos sobre zonas climáticas locais e ilhas de calor. Os autores encontraram relação entre características urbanas e intensidade térmica, com resultados condicionados pelos métodos e pelas particularidades de cada cidade.
Isso limita promessas genéricas de redução de temperatura. A lista de selecionados não informa ainda quais áreas serão plantadas nem quais indicadores serão usados para avaliar mudanças. Para demonstrar impacto, cada projeto precisará de linha de base, acompanhamento e comparação adequada, além de registro de manutenção e sobrevivência das árvores.
O Portal já acompanha soluções urbanas em reportagens sobre jardineiras de chuva em Santo André e políticas estaduais em sustentabilidade no Espírito Santo. Esses exemplos ajudam a mostrar que adaptação depende do contexto local; não são evidência de que os projetos do ArborizaCidades já foram executados.
Próximos dados devem mostrar repasse e execução
O acompanhamento público poderá verificar os termos firmados, os valores transferidos, os locais contemplados e o andamento físico de cada proposta. Para avaliar resultados, também será necessário saber quando o plantio ocorreu, quantas árvores sobreviveram e quais indicadores de calor ou cobertura vegetal foram usados.
A seleção definitiva é um marco administrativo relevante, mas não substitui essas informações futuras. Até que os documentos de execução sejam publicados, a formulação mais precisa é que dez municípios foram selecionados e têm valores previstos nas propostas. A confirmação de recursos recebidos, obras concluídas ou redução do calor depende de evidências posteriores.
Perguntas Frequentes
Quais municípios foram selecionados?
Caruaru, Feira de Santana, Itapipoca, Porteirinha, Santa Rosa de Viterbo, Santo André, Ourilândia do Norte, Monte Alegre, Catalão e Capão do Leão. A lista consta no resultado definitivo divulgado pelo MMA em 16 de outubro.
Quanto cada município vai receber?
O MMA informa a faixa de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões conforme cada proposta. O comunicado não detalha o valor individual por cidade.
O resultado significa que o plantio já começou?
Não. A seleção é uma etapa anterior à formalização e à execução. O comunicado não informa início de obras, repasses realizados ou quantidade de árvores plantadas.




