Atualizado em 14/01/2026
O kit chamado mySUN é um exemplo interessante (e didático) de microgeração de energia limpa: ele combina painéis solares com a energia biomecânica das pedaladas de uma bicicleta para gerar eletricidade em pequena escala. Desenvolvido como conceito/protótipo pelo escritório canadense WZMH Architects, a ideia ajuda a entender, na prática, como diferentes fontes podem alimentar cargas leves e carregar baterias.
Importante: até 2026, não há evidência consistente de venda regular do mySUN no Brasil (nem distribuição oficial ativa). Por isso, encare este conteúdo como referência educacional — e, se a intenção for uso real, avalie alternativas DIY com peças disponíveis no mercado brasileiro.
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Esse tema faz parte do nosso pilar com exemplos, conceitos e aplicações no dia a dia:
→ Energia limpa no Brasil e no mundo: guia completo
O gerador funciona com um sistema plug-and-play, que se adapta à Sunrider (bicicleta conceito apresentada junto ao projeto). A lógica é simples: ao conectar o equipamento à bicicleta e pedalar, parte da energia mecânica é convertida em eletricidade e pode ser direcionada para cargas leves (como iluminação LED e recarga USB) e/ou armazenada em baterias (quando presentes no sistema).
Em termos de ordem de grandeza, uma pessoa costuma sustentar algo como 100 a 150 W ao pedalar (variando com condicionamento, tempo e ergonomia). Em energia, isso equivale a aproximadamente 0,10–0,15 kWh por hora de pedalada — antes de considerar perdas de conversão e armazenamento. Por isso, é mais realista pensar no uso para cargas pequenas por períodos limitados (luz LED, rádio, power bank), e não como substituto da rede elétrica para “um dia inteiro” em uma área grande.

“É possível integrar uma comunidade, em um edifício por exemplo, conectando todos os kits em corrente contínua. A energia desta rede seria gerada com os painéis solares ou com as bicicletas, sendo armazenada nas baterias que fazem parte do mySUN”, explica Zenon Radewych, Diretor da WZMH.
Contexto no Brasil (2025-2026)
No Brasil, projetos como o mySUN fazem mais sentido como demonstração educativa (escolas, oficinas maker, feiras de ciência) e como referência para montar sistemas off-grid simples. Em 2026, não é comum encontrar o mySUN à venda em marketplaces nacionais, mas é fácil achar peças para montar um equivalente: painel solar (inclusive flexível), controladores de carga e baterias pequenas. Para comparar, um painel de 100 Wp em boas condições de insolação costuma entregar algo como 0,4–0,6 kWh/dia (ordem de grandeza), dependendo da região/estação, o que geralmente supera a energia obtida com pedaladas em pouco tempo.
Limitações da geração manual de energia
A geração por pedal é ótima para ensinar conceitos (potência, energia, perdas e armazenamento), mas tem limitações importantes no uso prático:
- Energia por hora é baixa: 1 hora a ~100 W entrega ~0,1 kWh (antes das perdas). Isso recarrega celulares e acende LEDs, mas não “sustenta uma casa”.
- Fadiga e continuidade: manter 100–150 W por muito tempo exige esforço; na prática, a geração é intermitente e depende de revezamento.
- Perdas de conversão: entre gerador, retificação, controladores e bateria, perdas típicas podem deixar a energia útil bem menor (ordem de grandeza de 5% a 15% de eficiência do esforço até a tomada, dependendo do conjunto).
- Armazenamento limitado: baterias pequenas comuns em kits (ex.: 12 V / 10–20 Ah) guardam cerca de ~0,1–0,25 kWh, o que “acaba rápido” em cargas acima de iluminação e USB.
- Intermitência do solar: em dia nublado/sombra, a geração cai bastante; por isso, para uso real é essencial dimensionar bateria e controlador corretamente.
Segurança: mesmo em baixa potência, use fusível/disjuntor adequado, cabos corretos e controlador de carga para evitar sobrecarga de bateria e aquecimento. Para ambientes educacionais, a supervisão é recomendada.
FAQ rápido
1) Esse modelo (mySUN) é vendido no Brasil hoje?
Até 2026, não há confirmação de venda regular no Brasil por canais oficiais; o projeto aparece mais como conceito/protótipo. Pode existir importação pontual, mas não é algo “à pronta entrega” de forma consistente.
2) Dá para alimentar iluminação “de um dia” só pedalando?
Depende do consumo e do tempo de pedalada, mas em geral isso tende a ser superestimado. Para ter ideia, 0,5 kWh (poucas horas de LEDs) exigiria várias horas de pedalada contínua em 100 W, além das perdas do sistema.
3) O que faz mais sentido para camping e oficinas: pedal ou solar?
Para energia útil, o solar costuma render mais ao longo do dia. A pedalada é excelente como complemento e para ensinar/experimentar — especialmente quando combinada com bateria e cargas pequenas (USB/LED).
Para ver mais exemplos e comparações de tecnologias (solar, eólica, armazenamento e soluções off-grid) e entender onde cada uma faz sentido, siga para o guia completo: Energia limpa no Brasil e no mundo.