Pontos de Ônibus Viram Abrigos de Abelhas na Holanda

Chamados de estações ecológicas, esses locais também acabam beneficiando a proliferação de outros insetos polinizadores como as borboletas.

Com uma redução de 25% da espécie nos últimos vinte anos, de acordo com um estudo da Universidade Nacional do Comahue da Argentina, as abelhas vêm sofrendo uma ameaça global de extinção, que preocupa não só as entidades que vivem da cultura, como também pesquisadores científicos de todo o mundo.

Isso porque, sem abelhas não há polinização como explica esse vídeo, e logo, a frutificação e reprodução de algumas plantas seria impossível.

Além disso, as abelhas ainda são responsáveis pela produção de recursos como mel, própolis, pólen, geleia real e cera, que abastecem desde a indústria alimentícia, setor da beleza, como também o farmacêutico.

Diante dos efeitos irreversíveis que a redução ou até extinção das abelhas provocariam no ecossistema, vários países já estão adotando estratégias para preservação da espécie, como é o caso da Holanda e seus telhados verdes.

Telhados verdes são implantados nos pontos de ônibus 

Dentre as soluções para impedir a extinção das abelhas e ainda tornar a infraestrutura da cidade mais agradável, a Prefeitura de Utrecht, Holanda, iniciou a implantação de telhados verdes nos pontos de ônibus públicos.

Foram instalados aproximadamente 316 telhados verdes nos pontos de ônibus da cidade, que contam também com iluminação LED e assentos de bambu. Já as outras paradas de transporte da cidade receberam painéis solares.

Os telhados verdes ainda garantem o equilíbrio da temperatura do local, inclusive, podem ser usados como captadores de água da chuva.

A cidade de Utrecht ainda busca parceria com empresas privadas para ampliar a abrangência dos telhados verdes em outros locais públicos, privados e até em residências.

Fatores de risco para as abelhas

Enquanto cidades como a de Utrecht prioriza políticas de proteção ao Meio Ambiente e combate aos efeitos das mudanças climáticas, o Brasil ainda continua com práticas extremamente prejudiciais à polinização das abelhas, como o uso dos agrotóxicos, por exemplo.

Muitos produtos utilizados no agronegócio brasileiro, já foram até banidos em outros países da América e Europa.

A toxicidade dos inseticidas, fungicidas e herbicidas usados nas grandes plantações acabam interferindo na sobrevivência das colônias, já que comprometem vias fisiológicas e até comportamentais das abelhas.

Outros fatores como as mudanças climáticas e o desmatamento das áreas com vegetação nativa, também afetam diretamente a sobrevivência dessas espécies polinizadoras.

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