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Premiação Internacional em BH Busca Projetos de Sustentabilidade de Brasil e Portugal

8 min de leitura

noticias, Reciclagem Notícia, sustentabilidade

Greenwashing virou moda no mundo corporativo. Empresas estampam folhas verdes em embalagens sem mudar uma linha de produção. Mas existe um jeito de separar quem realmente faz de quem só finge: prêmios com critérios rigorosos e métricas públicas.

O II Prêmio Internacional de Sustentabilidade Brasil-Portugal 2026 é um desses casos. Segundo o regulamento oficial do PSBP, ele exige projetos com no mínimo dois anos de atividade comprovada. Nada de promessas futuras. Nada de “vamos plantar mil árvores ano que vem”. Só o que já existe e pode ser auditado.

A premiação reconhece iniciativas reais nas categorias Ambiental, Social e Governança. E tem um diferencial raro: a inscrição é gratuita. Você não paga nada para concorrer. O prazo vai até 28 de julho de 2026.

Estão abertas as inscrições para o II Prêmio Internacional de Sustentabilidade Brasil-Portugal 2026. Podem participar cidades, empresas, ONGs, startups, universidades e centros de pesquisa do Brasil e de Portugal. A inscrição é gratuita e online no site oficial. O prazo oficial vai de 28 de março a 28 de junho de 2026, com prorrogação excepcional até 28 de julho de 2026, segundo o regulamento oficial do prêmio.

Inscrições abertas até julho com participação gratuita

O período de inscrição começa em 28 de março e vai até 28 de junho de 2026. Mas a organização abriu uma prorrogação excepcional até 28 de julho de 2026. Ou seja, você tem tempo extra para organizar a documentação do seu projeto.

A inscrição é 100% gratuita. Não há taxa de participação, custo oculto ou cobrança para acessar o formulário. Isso é raro no mercado de premiações. Muitos prêmios de sustentabilidade cobram entre R$ 200 e R$ 1.500 só para inscrever um projeto. Aqui, o custo é zero.

O cadastro é feito exclusivamente pelo site oficial da premiação. Não existe inscrição por e-mail, WhatsApp ou formulário físico.

Podem concorrer organizações do Brasil e de Portugal. O requisito principal: o projeto inscrito precisa ter no mínimo dois anos de atividade. Segundo o regulamento oficial do PSBP, isso garante que a iniciativa já está consolidada e gerando resultados reais.

O público-alvo inclui cidades, empresas de todos os portes, ONGs, startups, instituições acadêmicas e centros de pesquisa.

Categorias ESG com foco em transição verde

O prêmio está dividido em três categorias principais: Ambiental, Social e Governança. Cada uma reflete os pilares do ESG, sigla em inglês para práticas ambientais, sociais e de governança.

Dentro de cada categoria, há subcategorias por porte da organização. Pequenas e médias empresas, com até 200 colaboradores, concorrem em uma faixa. Grandes empresas, acima de 200 colaboradores, concorrem em outra. Isso evita que uma startup compita diretamente com uma multinacional.

A edição de 2026 dá ênfase especial à Transição Verde. Os eixos centrais, segundo o regulamento, são:

  • Redução de emissões de gases de efeito estufa
  • Energias limpas e renováveis
  • Economia circular
  • Eficiência energética

Esses temas estão alinhados com as metas climáticas globais e com o que o mercado de carbono e investidores exigem hoje. Se o seu projeto toca em um desses eixos, ele tem boas chances de se destacar.

infográfico mostrando os quatro eixos da transição verde com ícones: redução de emissões, energia limpa, economia circul

Prêmio Master: conexão Brasil-Portugal

Existe uma categoria especial chamada Prêmio Master de Sustentabilidade. Ela não exige inscrição separada. Todos os projetos inscritos concorrem automaticamente.

O vencedor leva duas passagens aéreas de ida e volta entre Belo Horizonte e Lisboa. Em julho de 2026, passagens de ida e volta nessa rota custavam a partir de R$ 4.490 na Air France e entre R$ 5.734 e R$ 8.405 na Voe Azul, segundo cotações dos próprios sites das companhias. Para duas passagens, o prêmio representa algo entre R$ 9.000 e R$ 17.000, dependendo da época e da companhia aérea escolhida. É um incentivo concreto para fortalecer o intercâmbio de soluções sustentáveis entre os dois países.

Para quem tem projetos com potencial de escala internacional, essa é uma oportunidade de apresentar o trabalho para uma banca que conecta Brasil e Portugal.

Vencedores brasileiros da primeira edição

A primeira edição do prêmio, em 2024, já mostrou que projetos brasileiros têm força para competir. Os vencedores são exemplos concretos do que a premiação busca.

Categoria Ambiental: Biofábrica de Corais, de Recife. O projeto restaura recifes de coral no litoral nordestino, combinando ciência e comunidades locais. Um trabalho que protege a biodiversidade marinha e gera renda para pescadores.

Categoria Social: Programa Energia Legal da Cemig. A iniciativa regulariza o consumo de energia em comunidades de baixa renda em Minas Gerais. O projeto já beneficiou milhares de famílias que viviam em situação de irregularidade elétrica.

Categoria Governança: Prefeitura de Santo André, em São Paulo. A cidade desenvolveu um sistema de inteligência artificial para predição de alagamentos. A ferramenta usa dados históricos e meteorológicos para antecipar enchentes e acionar a defesa civil.

Esses exemplos mostram que não é preciso ser uma grande corporação para vencer. A Biofábrica de Corais é uma iniciativa de base. A Prefeitura de Santo André é um órgão público. A Cemig é uma empresa de energia, mas o projeto tem impacto social direto.

Cerimônia em Belo Horizonte valoriza a capital mineira

A premiação acontece em 5 de novembro de 2026, a partir das 17h, no Centro Universitário Dom Helder, em Belo Horizonte. O evento é presencial e reúne representantes do Brasil e de Portugal.

Belo Horizonte se consolida como um polo de sustentabilidade no país. A cidade já sedia eventos do setor e abriga empresas e startups focadas em soluções ambientais.

Para os finalistas, a cerimônia é uma chance de networking com investidores, gestores públicos e especialistas em ESG.

Centro Universitário Dom Helder em Belo Horizonte

Como evitar o greenwashing na hora de escolher um prêmio

Nem toda premiação de sustentabilidade é séria. Algumas aceitam qualquer projeto mediante pagamento de taxa. Outras não auditam os resultados.

Desconfie de rótulos genéricos como “eco-friendly” sem certificação reconhecida. Verifique se a premiação tem regulamento público, banca avaliadora independente e critérios claros.

O Prêmio Brasil-Portugal exige projetos com no mínimo dois anos de atividade. Isso já elimina iniciativas fictícias ou recém-criadas só para concorrer. Além disso, as categorias seguem métricas de ESG que podem ser verificadas.

Se você quer garantir que seu projeto é realmente sustentável, busque certificações como B Corp, FSC (para produtos florestais), IBD Orgânico (para alimentos orgânicos) ou Cradle to Cradle (para economia circular). Esses selos são auditados por terceiros e têm validade internacional.

Checklist para inscrever seu projeto

Use esta lista para preparar sua inscrição sem erros:

  1. Verifique o prazo: a data final é 28 de julho de 2026. Não deixe para o último dia.
  2. Confira os dois anos de atividade: seu projeto precisa ter começado antes de julho de 2024. Tenha documentos que comprovem a data de início.
  3. Escolha a categoria certa: Ambiental, Social ou Governança. Leia os critérios de cada uma no regulamento oficial.
  4. Separe dados e métricas: o prêmio valoriza resultados mensuráveis. Números de pessoas impactadas, toneladas de resíduos desviados, redução de emissões.
  5. Prepare um resumo executivo: em no máximo duas páginas, explique o problema, a solução, os resultados e o potencial de escala.
  6. Reúna comprovantes: fotos, relatórios, matérias de imprensa, depoimentos de beneficiados. Tudo que mostre que o projeto é real.
  7. Acesse o site oficial: a inscrição é exclusivamente online em premiobrasilportugal.com.br. Não existe outro canal.
  8. Salve o comprovante de inscrição: após enviar, guarde o e-mail de confirmação ou print da tela.

Perguntas frequentes

Como faço para inscrever meu projeto no II Prêmio Brasil-Portugal de Sustentabilidade 2026?

A inscrição é feita exclusivamente pelo site oficial da premiação, dentro do período de 28 de março a 28 de junho de 2026, com prorrogação até 28 de julho. O processo é gratuito e online.

Quais os critérios para participar? Minha empresa precisa ter mais de dois anos de atividade?

Sim. O projeto inscrito deve ter no mínimo dois anos de atividade comprovada. Podem concorrer cidades, empresas, ONGs, startups, universidades e centros de pesquisa do Brasil ou de Portugal.

O que é o Prêmio Master de Sustentabilidade e como posso concorrer?

É uma categoria especial que premia o melhor projeto geral com duas passagens aéreas entre Belo Horizonte e Lisboa. Todos os inscritos concorrem automaticamente, sem necessidade de inscrição adicional.

Quais categorias existem e como escolher a melhor para o meu projeto?

As categorias são Ambiental, Social e Governança. Cada uma tem subcategorias para pequenas e médias empresas (até 200 colaboradores) e grandes empresas (acima de 200 colaboradores). Escolha a que melhor se alinha ao foco principal do seu projeto.

A inscrição é realmente gratuita? Há algum custo oculto?

Sim, a inscrição é inteiramente gratuita. Não há taxas de participação, custos de análise ou qualquer cobrança escondida. Todo o processo é realizado online.

Onde e quando será a cerimônia de premiação em 2026?

No dia 5 de novembro de 2026, a partir das 17h, no Centro Universitário Dom Helder, em Belo Horizonte. O evento é presencial.

Referências

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Equipe de Tecnologia

Equipe de Tecnologia

A Equipe de Tecnologia do Portal Ekko Green cobre inovação na fronteira da sustentabilidade: biomateriais (plástico de mandioca, embalagens compostáveis), tecnologias de captura de carbono, sensoriamento ambiental, IoT em agricultura urbana, smart cities verdes, novos modelos de bateria, dessalinização inovadora e prototipagem sustentável. Acompanhamos pesquisas universitárias (USP, UFRJ, Unicamp, Embrapa), startups verdes brasileiras, projetos internacionais de impacto e patentes do INPI. Focamos em tecnologias que estão saindo do papel — funcionais, escaláveis ou já operando comercialmente.