Atualizado em janeiro de 2026.
Tudo começou quando, ainda em 2004, Kyle Parsons fez sua primeira viagem para Bali, Indonésia. A história se tornou um dos casos mais citados de economia circular aplicada à moda, ao transformar um resíduo problemático em um produto de uso diário.
Durante a viagem, Kyle comprou um par de chinelos com solas feitas da borracha de pneus de motocicleta usados. Este foi o seu primeiro contato com o problema do descarte de pneus e resíduos de borracha, que, quando não reciclados, acabam em aterros ou descartes irregulares.

“Ingenuamente eles, assim como muitas outras culturas ao redor do mundo, deram um jeito de transformar lixo em algo totalmente funcional e novo”, diz Kyle, hoje CEO da Indosole.
No conteúdo original, mencionava-se que mais de um bilhão de pneus eram descartados todos os anos. Em 2026, o dado mais relevante para o leitor brasileiro é o contexto local: o Brasil produz cerca de 865 milhões de pares de calçados por ano e gera aproximadamente 600 toneladas de resíduos do setor por dia, parte deles composta por borracha e solados.
Ter conhecimento desse problema fez com que Kyle tivesse ainda mais respeito pelo reaproveitamento presente na confecção daqueles chinelos artesanais.
Kyle, então, dedicou-se, ano após ano, a voltar para Bali com o objetivo de tornar seu sonho — fundar uma empresa que reutilizasse pneus usados para a fabricação de solas de calçados — em realidade.
Foi apenas em 2009, depois de muitas pesquisas, que Kyle deu início à sua companhia, a Indosole, e começou a fazer suas primeiras vendas. Aos poucos, formou-se uma equipe especializada na coleta e reciclagem de pneus usados, estruturando um processo industrial replicável.
Em 2017, a empresa registrou um crescimento significativo de vendas, o que viabilizou a aquisição de maquinário industrial e a construção de uma fábrica própria para a produção dos calçados.
Em 2026, o processo produtivo segue baseado na reutilização integral do pneu: a borracha é triturada e pulverizada, transformando-se em pó, que depois é misturado a espumas recicladas para formar solas resistentes e duráveis — uma prática tecnicamente viável e já adotada também por fabricantes brasileiros.
Segundo a própria Indosole, até 2021 a marca já havia evitado o descarte de mais de 150 mil pneus ao redor do mundo. Importante: não há divulgação oficial de números atualizados até 2026, portanto esse dado permanece como referência histórica, e não como a escala atual da empresa.
Contexto no Brasil (2025–2026)
No Brasil, a Indosole não possui operação ou distribuição oficial confirmada em 2026. A compra ocorre apenas via importação direta, com variação de preço conforme câmbio e impostos. Por outro lado, o setor calçadista nacional avançou rapidamente: em 2024, cerca de 5 mil toneladas de compostos reciclados já eram usadas em calçados, e marcas como Grendene (Havaianas) e Beira Rio operam programas de logística reversa e reciclagem em escala industrial.
Em termos de preço, calçados sustentáveis produzidos no Brasil — incluindo tênis veganos e solados de borracha reciclada — variam, em média, de R$ 150 a R$ 400 por par, dependendo do material, certificações e durabilidade estimada.
Nessa propaganda oficial da marca, em seu canal no YouTube, é possível conferir como funciona o ciclo de reciclagem de um pneu de motocicleta até virar um chinelo:
Perguntas rápidas sobre calçados com pneus reciclados
Esse modelo é vendido no Brasil hoje?
Não oficialmente. A Indosole não tem distribuição direta no país em 2026; a compra ocorre apenas por importação.
Existem alternativas brasileiras?
Sim. Marcas nacionais utilizam borracha reciclada, PET e programas de logística reversa, com produção local e preços mais acessíveis.
Vale a pena financeiramente?
O retorno (ROI) depende da durabilidade. Em geral, um calçado sustentável mais resistente pode compensar em 1 a 2 anos de uso contínuo, além do benefício ambiental.
Gostou do case? Confira mais detalhes sobre a história da marca no site oficial da Indosole.
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