Atualizado em: janeiro/2026.
São casas sustentáveis que marcaram suas respectivas mostras — tanto pela beleza quanto por princípios essenciais de sustentabilidade. Em 2026, o ponto mais importante ao olhar para a CASACOR é separar o que é replicável na sua obra (com orçamento, norma e manutenção) do que funciona mais como instalação de mostra.
Se você está reformando ou construindo e quer aplicar essas ideias no “mundo real”, vale usar este conteúdo junto do nosso guia de casa sustentável para comparar soluções, custos e limitações por região.
Confira a nossa lista (com o que copiar e onde não dá):
Contexto no Brasil (2025-2026)
A CASACOR SP 2025 (Parque da Água Branca) reforçou uma tendência que deve seguir em 2026: construção a seco, desmontagem com menos resíduos e integração com natureza/luz natural (ex.: ambientes compactos tipo “casa/tiny house” e projetos com vegetação como elemento de conforto). Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro amadureceu em modular/off-site e em soluções “pé no chão” como telhado verde, reuso de água e eficiência térmica. O desafio é compatibilizar com ABNT NBR 15575, regras sanitárias locais e o custo real (material + mão de obra + aprovações).
1) Casa Syshaus, Arthur Casas
Com 200 m², a estrutura de aço pode reduzir etapas de obra pesada (o conceito divulgado pela marca destaca montagem industrializada e menor geração de resíduos). Tudo é encaixado, do piso ao forro, e a proposta é usar materiais recicláveis. Um telhado verde contribui para o conforto térmico e acústico — e, em casa urbana, é uma das partes mais copiáveis do conjunto.
O que copiar (replicável em 2026): industrialização (off-site), obra mais limpa, envelope eficiente e telhado verde bem dimensionado. Quanto custa no Brasil (estimativa 2026): uma casa de ~200 m² no padrão SysHaus aparece em catálogos/orçamentos divulgados pela marca na faixa de R$ 1,2 a R$ 1,5 milhão (instalação básica; variação por acabamento, frete e terreno).
O projeto também foi apresentado com:
- Mecanismo de captação e reuso de água da chuva;
- Um sistema de biodigestão.
Onde não dá para copiar “no automático” (limite real): biodigestor em área urbana com rede coletora pode esbarrar em exigências sanitárias e ambientais (conforme município/companhia de saneamento) e tende a ter payback longo quando há coleta e tarifa regulares. Em geral, biodigestor faz mais sentido em áreas sem esgoto (rural/condomínios isolados) e exige projeto e responsabilidade técnica; regras de conexão/geração e aspectos regulatórios variam (ex.: Resolução ANEEL nº 1.000/2021, quando aplicável).
Custo real no Brasil (2026) — referência rápida: telhado verde em ~200 m² costuma ficar em R$ 80 a R$ 120 mil com instalação (varia por sistema, irrigação e acesso ao telhado; fornecedores como OrthoGreen). Biodigestor residencial para 4–6 pessoas costuma aparecer em R$ 25 a R$ 40 mil (equipamento + instalação), com retorno mais comum em cenários sem rede de esgoto (ex.: HomeBiogas no Brasil).
Nota de contexto: o projeto da SysHaus apresentado na CASACOR São Paulo 2018 foi desenvolvido pelo escritório de Arthur Casas. Em 2026, a SysHaus segue ativa no Brasil com proposta modular/off-site (consulte escopo e disponibilidade por região diretamente com o fornecedor).
2) Casa Lite, Duda Porto
Com 190 m² de área total, o projeto é modular e sustentável. De execução limpa e rápida, levou cerca de 40 dias para ficar pronto na configuração de mostra (em obra real, prazos podem variar com logística, fundações e instalações).
Desenvolvido pela arquiteta Duda Porto em 2013, o sistema Lite se baseia na integração entre o homem, a arquitetura e o espaço ao seu redor: melhor aproveitamento de material e menor impacto ambiental. Em 2026, a lógica que dá para copiar aqui é: modulação + obra a seco + projeto pensado para desmontagem/manutenção.

Podendo ser desmontada, transportada e remontada em qualquer lugar — desde que o terreno permita acesso/logística e você tenha projeto estrutural/instalações compatibilizado com normas e aprovações locais.
Custo real no Brasil (2026): casas modulares “Lite-like” costumam ser orçadas na faixa de R$ 6 mil a R$ 8 mil/m² (estimativa a partir de orçamentos/posicionamento do fornecedor), o que coloca um projeto de ~190 m² em torno de R$ 1,1 a R$ 1,4 milhão antes de frete, fundações/infra, ligações e upgrades de acabamento.
“A casa Lite nasceu da busca por menos excesso e mais essência. Acreditamos que a moradia é um ponto de encontro no movimento constante da vida. Um palco para as nossas relações com a natureza e com quem amamos” afirma Duda.
3) Casa Up, UP 3 Arquitetura
Um dos projetos mais memoráveis da CASACOR Rio de Janeiro 2021, a casa quase não interfere na paisagem dos 12 mil m² de Mata Atlântica. O projeto, assinado pelo trio Michelle Wilkinson, Thiago Morsh e Cadé Marino, é uma mistura do jeito de morar escandinavo com a bossa típica carioca.
Construída a seco e com poucos resíduos, a obra teve tempo de execução reduzido. Espaços abertos e multifuncionais com grandes aberturas em vidro proporcionam reconexão com a natureza. Do lado de fora, o destaque é dos cobogós, que dividem as áreas interna e externa e ajudam na luminosidade e ventilação — uma solução simples e bem copiável em clima quente/úmido, quando bem orientada.
Resumo prático (Copy vs. Onde não dá) + custos 2026
| Solução vista na CASACOR | Copiar em casa real? | Custo estimado (2026) | Limite de aplicabilidade |
|---|---|---|---|
| Casa modular/off-site (SysHaus / Lite) | Sim (quando há logística e projeto completo) | R$ 6–8 mil/m² (modular); exemplo 190–200 m²: R$ 1,1–1,5 mi | Depende de terreno, acesso, fundações/infra e compatibilização com normas/condomínio |
| Telhado verde | Sim (um dos melhores “copies”) | R$ 80–120 mil (200 m², com instalação) | Precisa cálculo estrutural, impermeabilização, drenagem e manutenção |
| Reuso/captação de água da chuva | Sim (especialmente para irrigação e bacias) | Variável (cisterna, filtros, bombas e instalação) | Payback depende da tarifa local, área de telhado e consumo; requer projeto hidráulico |
| Biodigestor residencial | Depende (melhor em áreas sem esgoto) | R$ 25–40 mil | Em urbano pode haver restrições/autorizações sanitárias e retorno financeiro mais longo |
| Obra a seco (ex.: Casa Up) | Sim (ótimo para retrofit e terrenos sensíveis) | Variável (sistema, placa, estrutura, mão de obra) | Exige boa execução para desempenho acústico/térmico (ABNT NBR 15575) |
Disclaimers (importante): valores acima são estimativas de 2026 e podem variar ~20–30% por região, acesso, padrão de acabamento e inflação. Sempre orce com fornecedor local e contrate responsável técnico. Em soluções de esgoto/efluentes (como biodigestor), verifique exigências do município, concessionária e órgãos ambientais antes de comprar.
FAQ rápido (2026)
1) Esse modelo é vendido no Brasil hoje?
Sim: SysHaus e o sistema Lite (Duda Porto) têm atuação no Brasil (sob consulta de escopo/região). A Casa Up é um projeto/solução arquitetônica (não um “produto”), mas os materiais e técnicas de obra a seco são amplamente disponíveis.
2) Telhado verde compensa em casa urbana?
Em muitos casos, sim — principalmente quando reduz calor interno, melhora conforto e diminui uso de ar-condicionado. Estudos e fornecedores costumam trabalhar com payback na faixa de 5–7 anos, mas isso depende da sua cidade, insolação e consumo de energia.
3) O que mais dá errado quando tento “copiar a CASACOR” na minha obra?
Três pontos: (a) subestimar manutenção (telhado verde/jardins), (b) comprar solução sem compatibilizar com instalações e normas (ABNT NBR 15575), e (c) ignorar regras locais (principalmente em sistemas de esgoto como biodigestor).
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Reunimos tudo no nosso guia principal, com soluções por orçamento e por região do Brasil:









