O governo de Minas Gerais fechou parceria com a empresa espanhola Solatio e a Brookfield Energia Renovável, responsáveis pelo desenvolvimento de um grande complexo de energia solar no Norte de MG (com destaque para Janaúba). O empreendimento foi noticiado em 2020 com investimento na ordem de R$ 3 bilhões na aquisição/construção do complexo (cerca de 1,2 GWp, com ~20 parques). Sobre empregos, a projeção mais citada à época foi de “mais de 600 vagas diretas”, mas não há confirmação pública consolidada desse número nas fontes verificadas disponíveis (2026).
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Este conteúdo trata de um projeto, tecnologia ou caso ligado à geração em larga escala. Para entender como funcionam as usinas de energia solar, seus diferentes tipos, escala de produção e o papel dessas usinas na expansão da energia solar no Brasil, confira o guia principal abaixo.

Os empreendimentos foram anunciados para os municípios de Janaúba e Arinos, com capacidade total projetada na faixa de 1.200 a 1.300 MWp. Esse porte é relevante para o Brasil, mas não sustenta mais a afirmação de “maior das Américas” ou “duas maiores usinas do mundo”, já que existem projetos maiores em operação no país e no exterior.
“É energia para abastecer 1,2 milhão de residências, aproximadamente. Desse modo, a construção deverá ser iniciada no segundo semestre deste ano e a energia começará a ser entregue no segundo semestre de 2022. E vamos completar toda a potência da usina no primeiro semestre 2023”, explicou.

A energia deverá ser injetada na rede básica. “A condição para construir um parque desses é que tenha disponibilidade para injetar energia no local”, afirmou Walter Fróes, um dos maiores consultores da empresa Solatio e presidente da CMU.

Sobre Várzea da Palma e a cifra de 650 MWp citada anteriormente: esse dado não aparece de forma consistente nas fontes primárias verificadas para o negócio de ~R$ 3 bilhões ligado ao complexo de Janaúba (2020). Por isso, o mais correto em 2026 é tratar Várzea da Palma como possível projeto separado no contexto mais amplo de desenvolvimento solar em MG, e não como parte “confirmada” do mesmo pacote. Além disso, o cronograma “100% concluído até 2023” é uma projeção antiga e pode ter variado por etapas, licenciamento e disponibilidade de conexão: para status atualizado, a recomendação é consultar os registros e outorgas na ANEEL e comunicados dos próprios grupos envolvidos.