A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou, em 19 de agosto de 2026, o projeto que cria o Programa Nacional de Coleta, Reciclagem e Descarte de Equipamentos Eletrônicos. O Brasil gera 2,4 milhões de toneladas de resíduos eletroeletrônicos por ano, segundo o Global E-waste Monitor 2024, e a maior parte ainda vai para o lixo comum ou para aterros. A proposta estabelece uma política pública estruturada para organizar a coleta seletiva, a reciclagem e o descarte sustentável de celulares, computadores, TVs e eletrodomésticos de pequeno e médio porte em todo o território nacional.
O Projeto de Lei 4094/2024, de autoria do deputado Heitor Schuch, institui metas nacionais progressivas de logística reversa e exige que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes prestem contas periodicamente. A ideia é ampliar os pontos de coleta acessíveis à população, facilitando o descarte correto e incentivando a economia circular. O texto ainda precisa tramitar por outras comissões da Câmara e ser aprovado pelo Senado para virar lei.
O que Muda com o Programa Nacional de Lixo Eletrônico
O programa cria uma política pública coordenada para coleta, reciclagem e descarte de equipamentos eletrônicos. Ele abrange celulares, computadores, televisores e eletrodomésticos de pequeno e médio porte. A iniciativa amplia a responsabilidade compartilhada já prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), que torna fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes corresponsáveis pela logística reversa.
O texto aprovado estabelece metas nacionais progressivas de ampliação da logística reversa. Os responsáveis terão que prestar contas periodicamente. A proposta prevê a instalação de pontos de coleta acessíveis em todo o Brasil, para que o cidadão comum tenha onde descartar seus aparelhos sem precisar se deslocar por longas distâncias.
| Aspecto | Situação Atual | Meta Proposta (PL 4094/2024) |
|---|---|---|
| Pontos de coleta | Presentes em alguns municípios por meio do Acordo Setorial (2019) | Expansão para todo o território nacional |
| Responsabilidade | Fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes já são corresponsáveis | Reforço com prestação de contas periódica e metas nacionais progressivas |
| Abrangência | Eletroeletrônicos cobertos pelo Acordo Setorial | Inclusão de celulares, computadores, TVs e eletrodomésticos de pequeno e médio porte |
A Tramitação do PL 4094/2024 e os Próximos Passos no Congresso
O projeto foi aprovado na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara em 19 de agosto de 2026. Segundo a Câmara dos Deputados, a proposta seguirá em caráter conclusivo pelas Comissões de Desenvolvimento Urbano e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, precisa ser aprovada pelo plenário da Câmara e pelo Senado Federal para se tornar lei. Não há prazo definido, mas a tramitação está em andamento.
O Impacto Prático para o Cidadão Brasileiro
Com o programa, os consumidores terão mais pontos de coleta para descartar celulares, computadores, TVs e pequenos eletrodomésticos de forma ambientalmente correta. Isso facilita a destinação adequada e reduz o descarte irregular no lixo comum. O incentivo à reciclagem também fortalece a economia circular, gerando empregos e reinserindo materiais na cadeia produtiva. Para quem busca alternativas, o Programa de Reciclagem: 30 Mil t/Ano e 3 Mil Empregos mostra como a reciclagem em larga escala já transforma resíduos em oportunidades.
Este artigo não inclui preços de produtos porque o foco é legislativo. Para consultar custos de descarte ou reciclagem de eletrônicos, procure cooperativas locais ou os sites das prefeituras.
A Conexão com a Economia Circular e a Logística Reversa
O programa fortalece o modelo de economia circular, em que os resíduos eletrônicos viram matéria-prima para novos produtos. Isso reduz impactos ambientais, como a contaminação do solo e da água por metais pesados. A iniciativa está alinhada com a Política Nacional de Resíduos Sólidos e com o Acordo Setorial para Logística Reversa de Produtos Eletroeletrônicos, assinado em 2019 e reforçado pelo Decreto Federal 10.240/2020. O novo programa organiza e amplia essa estrutura existente.
Desafios para Implementar o Programa em Todo o Brasil
A meta de instalar pontos de coleta em todas as regiões exige articulação entre União, estados, municípios, empresas e sociedade civil. Serão necessários investimentos em infraestrutura de coleta, triagem e reciclagem. Também é fundamental investir em educação ambiental para que a população participe ativamente do descarte correto. A cobertura precisa alcançar áreas rurais e periferias urbanas, onde hoje o acesso é mais difícil. A fiscalização e o cumprimento das metas de prestação de contas pelos responsáveis serão outro ponto crítico para o sucesso do programa.
Como Identificar Produtos e Práticas Realmente Sustentáveis
Desconfie de rótulos genéricos como “eco-friendly” sem certificação reconhecida. Verifique se a marca tem o selo OEKO-TEX ou B Corp no site oficial. No caso de eletrônicos, procure por equipamentos com certificação Energy Star ou selo Procel de eficiência energética. Empresas que adotam a logística reversa de forma transparente costumam divulgar seus pontos de coleta e relatórios de reciclagem. Para quem quer reduzir o impacto do consumo, o guia Consumo Consciente: Corte 30% do Lixo com Reuso e Reciclagem oferece ações práticas.
Checklist para Acompanhar a Tramitação e se Preparar
- Acesse o site da Câmara dos Deputados e pesquise o PL 4094/2024 para ver a tramitação atual.
- Siga as comissões de Desenvolvimento Urbano e de Constituição e Justiça para saber quando o projeto será votado.
- Entre em contato com o gabinete do seu deputado federal para manifestar apoio ao programa.
- Identifique os pontos de coleta de lixo eletrônico já existentes na sua cidade (prefeituras e associações costumam ter listas).
- Separe seus eletrônicos obsoletos e aguarde a ampliação da rede de coleta para descartar corretamente.
Perguntas Frequentes
Quantos Pontos de Coleta Existem Atualmente no Brasil?
Atualmente, existem pontos de entrega voluntária em diversas cidades, mas não há um número consolidado divulgado publicamente. O Acordo Setorial para Logística Reversa de Produtos Eletroeletrônicos, de 2019, estabeleceu a instalação desses pontos, e o novo programa visa ampliar e organizar essa rede para todo o país.
Qual a Meta de Reciclagem do Programa?
O PL 4094/2024 não fixa um percentual único, mas estabelece metas nacionais progressivas de ampliação da logística reversa. A cada período, os responsáveis deverão prestar contas e aumentar a capacidade de coleta e reciclagem, sem uma meta numérica fechada definida no texto atual.
Quando o Projeto Pode Virar Lei?
O texto ainda precisa passar pelas Comissões de Desenvolvimento Urbano e de Constituição e Justiça da Câmara, depois pelo plenário da Câmara e pelo Senado Federal. Não há prazo definido, mas a tramitação está em andamento e pode ser acompanhada no site da Câmara.
O que Fazer com Meus Eletrônicos Velhos Hoje?
Procure pontos de coleta voluntária na sua cidade, como associações de recicladores, cooperativas ou postos mantidos por fabricantes. Prefeituras costumam divulgar esses endereços em seus sites. O programa promete ampliar esses locais para todo o Brasil.
Referências
- Câmara dos Deputados, Comissão aprova projeto que cria programa nacional para coleta e reciclagem de lixo eletrônico (2026)
- Câmara dos Deputados, Projeto cria programa nacional de coleta, reciclagem e descarte de equipamentos eletrônicos (2024)
- Instituto Loop, Logística reversa no setor de eletrônicos: aplicações específicas e programas existentes






