Atualizado em janeiro de 2026. Para comemorar — e atualizar os dados: o Brasil ocupa hoje a 5ª posição mundial em capacidade instalada de energia eólica onshore, com cerca de 35 GW em operação, segundo dados consolidados da ABEEólica, ANEEL e ONS. O avanço reflete a consolidação do país como potência renovável e está detalhado no panorama completo de energia eólica no Brasil.
O ranking é baseado na capacidade total instalada e considera apenas projetos em operação comercial. De acordo com a ABEEólica, o Brasil saiu da 15ª posição em 2012 para o 5º lugar em 2026, ultrapassando a Espanha e ficando atrás apenas de China, Estados Unidos, Alemanha e Índia.
Como o Brasil Chegou ao 5º Lugar no Ranking Global de Energia Eólica

Em janeiro de 2026, a capacidade instalada eólica brasileira alcançou aproximadamente 35 GW, o que representa cerca de 13,9% da matriz elétrica nacional, conforme o Painel do ONS. Esse crescimento foi impulsionado principalmente por projetos onshore no Nordeste e por contratos no mercado livre (ACL).
Apenas em 2025, o Brasil adicionou 1,825 GW de energia eólica distribuídos em 43 novos parques, segundo a ANEEL. Para 2026, a projeção oficial é de mais 1,43 GW entrando em operação, indicando uma desaceleração em relação ao pico de 2024, mas ainda mantendo expansão líquida positiva.

Historicamente, o Nordeste concentrou mais de 70% da capacidade eólica instalada. Em 2025, Bahia, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí seguiram relevantes, mas o crescimento relativo diminuiu devido a gargalos de transmissão e maior concorrência da energia solar em outras regiões.
Vale destacar que não houve desligamento permanente relevante de usinas térmicas até 2026. O impacto da eólica ocorre principalmente pela redução do despacho térmico em períodos de vento favorável, o que diminui o consumo de combustíveis fósseis e as emissões associadas.
Contexto da Energia Eólica no Brasil (2025–2026)
Entre 2025 e 2026, o setor eólico brasileiro entrou em uma fase de consolidação. A matriz elétrica nacional atingiu 84,6% de fontes renováveis, acima da meta prevista originalmente no PDE 2031. Apesar disso, novos projetos enfrentam desafios como restrições de transmissão no Nordeste, juros elevados e maior seletividade de financiadores.
O mercado livre de energia (ACL) tornou-se o principal motor de novos contratos eólicos, enquanto os leilões regulados (ACR) tiveram papel secundário no período. A energia eólica segue complementar à solar, oferecendo maior geração noturna e sazonalidade distinta.
Ranking Global de Energia Eólica em 2026
| País | Capacidade Instalada (GW) | Posição Global |
|---|---|---|
| China | ≈ 380 | 1º |
| Estados Unidos | ≈ 150 | 2º |
| Alemanha | ≈ 65 | 3º |
| Índia | ≈ 45 | 4º |
| Brasil | ≈ 35 | 5º |
| Espanha | ≈ 30 | 6º |
É importante diferenciar os rankings: em termos absolutos de GW instalados, o Brasil é 5º; em participação percentual da eólica na matriz elétrica, o país também se destaca (13,9%); já em capacidade per capita, países europeus menores seguem à frente.
PDE 2031: Metas, Revisão e Situação Atual da Energia Eólica

O Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2031), lançado pelo Ministério de Minas e Energia, estabeleceu como meta uma matriz elétrica com 83% de renováveis até 2031. Essa meta já foi superada em 2026, mas o plano não define metas específicas por fonte, como eólica ou solar.
Até janeiro de 2026, a energia eólica já ultrapassou as projeções que a própria ABEEólica estimava para contratos regulados (ACR). A revisão do PDE, prevista para 2026, deve ajustar expectativas, incluir diretrizes para eólica offshore e considerar limitações reais de transmissão e financiamento.
Os principais obstáculos atuais são: expansão insuficiente das linhas de transmissão, custo de capital elevado e processos de licenciamento ambiental mais longos em algumas regiões.

Impacto Econômico e Substituição de Térmicas
Estimativas amplamente divulgadas no passado sobre economia de R$ 15 a 30 bilhões por ano com a substituição de térmicas por eólicas devem ser tratadas como potenciais teóricos. Até 2026, não há dado oficial consolidado que confirme esse valor como economia efetiva anual.
O que se observa na prática é a redução do despacho térmico em períodos de boa hidrologia e ventos intensos, especialmente no Nordeste. Essa redução diminui gastos com combustível, emissões de CO₂ e impactos indiretos à saúde pública, mas varia ano a ano conforme clima e demanda.
Simulação de Ganhos e Payback em Projetos Eólicos
Ferramentas de simulação de ganhos em energia eólica são destinadas a investidores e desenvolvedores de projetos utility-scale, não ao consumidor residencial. Elas consideram variáveis como:
- CAPEX estimado (R$ 3,5 a 5,5 milhões por MW, conforme mercado em 2026)
- Fator de capacidade (35% a 50%, dependendo da região)
- Preço do PPA no mercado livre ou regulado
- Custo de financiamento e O&M
Os principais resultados são indicadores como TIR, VPL e payback do investimento. Os valores são estimativas e variam significativamente conforme o local, o contrato e as condições de mercado.
⚠️ Aviso: resultados de simuladores não garantem retorno financeiro e devem ser usados apenas como apoio preliminar à tomada de decisão.
Perspectivas para a Energia Eólica no Brasil (2027–2030)
No cenário base, o crescimento anual esperado é moderado, com adições entre 1 e 2 GW por ano. Um cenário otimista dependeria do avanço regulatório da eólica offshore e da ampliação da transmissão. Já um cenário pessimista envolve manutenção de juros altos e atrasos estruturais.
Em todos os cenários, a energia eólica tende a contribuir para maior estabilidade da matriz e, no longo prazo, para pressão de redução de custos sistêmicos, embora o impacto direto na tarifa do consumidor dependa de múltiplos fatores.
💡 Quer entender em profundidade como a energia eólica funciona no país, seus custos, vantagens e limitações?
Veja o guia completo, atualizado com dados de 2026, sobre capacidade instalada, mercado, impactos econômicos e perspectivas: