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Larvas Zophobas Morio: Enzima Degrada Poliestireno

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Conteúdo atualizado em janeiro de 2026.

A descoberta de enzimas digestivas presente em larvas, que quebram o poliestireno poderão ajudar a combater o grande problema da poluição plástica. Afinal, o plástico leva em média 500 anos para conseguir se decompor na natureza.

Em maio deste ano, cientistas fizeram o anúncio que criaram uma nova enzima capaz de fazer a decomposição de plástico em apenas algumas horas. Essa revelação gerou grande repercussão e entusiasmo em todo planeta. Pois a descoberta ajudará a combater um problema muito grande de nossa sociedade: o excesso de poluição causada por resíduos plásticos.

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O que já era bom, parece ainda melhor. Agora, de forma ainda mais recente, cientistas australianos encontraram na natureza um verme com uma habilidade incrível de digerir resíduos plásticos, mais precisamente o poliestireno.

Como foi feita a descoberta?

A descoberta vem direto da Escola de Química e Biociências Molecular da Queensland University da Austrália. A espécie descoberta é relativamente comum. Chamada de Zophobas Morio, a espécie pertence à classe dos besouros. Sua habilidade digestiva de comer plástico é devido a uma enzima bacteriano presente em seu intestino.

A pesquisa da equipe teve sua publicação em um artigo da conceituada revista digital Microbial Genomics, e abriu caminho para um novo conceito de biodegradação do poliestireno.

plástico

A frente da pesquisa estava Chris Rinke, que dividiu as largas em três tipos de dietas: uma foi alimentada com espuma de poliestireno, outra com farelos e outra ficou em jejum. Essa dieta foi administrada durante 3 semanas.

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A pesquisa trouxe um resultado incrível. Mostrou que o grupo que foi alimentado com poliestireno não apenas sobreviveu, como também ganhou certo peso. 

Mostrando que que o sistema digestivo das larvas podem gerar energia através do plástico, tornando-se capaz de digeri-lo. Trazendo à tona a ideia de que os micróbios intestinais são capazes de cuidar da digestão desse tipo de material.  

O seguinte passo da equipe de cientistas é conseguir identificar quais enzimas presentes no intestino dos vermos têm o poder de fazer a degradação do poliestireno e estireno.

O futuro do projeto

A longo prazo, o objetivo é projetar essas enzimas que digerem plástico para usinas de reciclagem que utilizam de trituração mecânica, sendo seguida pela biodegradação enzimática.

Segundo Rinke, as larvas funcionam como espécies de mini usinas de reciclagem, tendo a habilidade triturar o poliestireno com sua boca e depois disso, alimentar as bactérias de seu intestino. 

Além disso, os produtos da decomposição da reação poderão ser usados em outros micróbios criando compostos de alto valor, como o bioplástico, por exemplo.

Através dessas conclusões, os cientistas estão trabalhando para fazer o cultivo das bactérias intestinais em laboratório, testando ainda mais a capacidade de degradação do poliestireno.

Um dos co-autores do projeto, Jiarui Sun, candidato e PhD, analisa que é possível ampliar o entendimento a fim de aumentar o processamento para o nível necessário para criar uma usina inteira de reciclagem.

Leia o estudo na íntegra aqui.

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