As informações anteriores sobre investidores e distribuição (como ELM Solar/Barclays/Big Sky) não aparecem mais de forma verificável nas fontes oficiais recentes da Naked Energy (consulta em 06/01/2026). O que está confirmado e atualizado é a evolução técnica da linha Virtu e suas certificações, com destaque para a certificação TÜV Rheinland do VirtuPVT (11/11/2024), além de especificações de desempenho e aplicação para hotéis e indústrias com alta demanda térmica.
Contexto relacionado:
Este conteúdo aborda um aspecto específico da energia solar. Para entender como a energia solar evolui no Brasil, seu papel na matriz energética e como inovações globais influenciam esse cenário, confira o guia de referência abaixo.
Na prática, no Brasil (2026), o VirtuPVT não tem distribuição oficial amplamente listada e tende a entrar por importação/projetos sob medida. Por isso, qualquer decisão precisa considerar prazo de importação, impostos e ausência de certificação INMETRO específica para PVT híbrido — apesar de o equipamento ter certificação TÜV (internacional) e poder se enquadrar em normas térmicas ABNT como referência de engenharia. A energia elétrica gerada pode entrar em GD conforme regras vigentes (Res. 1.000/2021), mas o “calor” não é creditado na compensação da ANEEL.

Os tubos a vácuo solar são compostos de duas camadas de vidro com um vácuo no meio, como uma garrafa térmica. A expressão “maior densidade de energia do mundo” aparece como reivindicação de marketing em materiais de fabricantes/mercado, mas não há um benchmark independente consolidado comparando diretamente o VirtuPVT com alternativas (por exemplo, PVT plano). Para referência técnica atual, a Naked Energy informa certificação TÜV Rheinland do VirtuPVT (11/11/2024) e especificações do produto em suas páginas oficiais: https://nakedenergy.com/pressreleases/virtupvt-receives-tuv-rheinland-certification e https://nakedenergy.com/products.
Como funciona o tubo solar?
O tubo de vácuo minimiza as perdas térmicas para a atmosfera, resultando em alta eficiência, inclusive em condições adversas. No VirtuPVT, a fabricante descreve uma arquitetura híbrida em que o coletor entrega eletricidade (camada fotovoltaica) e calor (circuito térmico), elevando o aproveitamento da área de telhado em aplicações com consumo simultâneo de água quente/processo térmico e energia elétrica.
Em especificações recentes, o VirtuPVT usa absorvedor inclinado (35° como configuração padrão do produto) e pode ser instalado em telhados planos ou inclinados; também há aplicações em fachadas quando o projeto permite. Um refletor pode aumentar a produção (yield) em cerca de +15% ao ano e até +40% em pico de verão (dados do fabricante e materiais técnicos associados).

O produto VirtuHOT aquece apenas água e, em especificações atualizadas, pode chegar a temperaturas mais altas (até ~120°C, conforme página de produtos da fabricante). Já o produto VirtuPVT combina tecnologia solar fotovoltaica e solar térmica para gerar eletricidade e calor a partir de um único coletor solar.
Temperatura (atualização 2026): no VirtuPVT, a faixa típica informada em materiais recentes é de cerca de 75–80°C de forma estável (com picos que podem se aproximar de 90°C dependendo do projeto e das condições). Para processos que exigem temperaturas mais altas, a linha VirtuHOT tende a ser mais adequada (até ~120°C, conforme fabricante).
Eficiência (referência do fabricante): o VirtuPVT é descrito com eficiência “peak” combinada da ordem de 80% (aprox. 20% elétrica + 60% térmica), por somar eletricidade e calor útil no mesmo coletor. A Naked Energy também comunica “até 4x mais economia de carbono” vs. PV tradicional — trate esse número como dado de fabricante e valide com simulação local, perfil de carga térmica e elétrica e fatores brasileiros (tarifas, irradiação, temperatura ambiente).
Os produtos são totalmente modulares e possuem baixo custo de instalação na lógica do sistema (modularidade e baixa altura ajudam no projeto), mas no Brasil o custo total pode subir por importação, impostos e logística. Em materiais da Naked Energy, o design de baixo perfil (~25 cm do telhado) é citado como fator que reduz cisalhamento do vento em comparação a estruturas mais altas.
Preço estimado no Brasil (2026): não há cotações públicas verificadas em R$ para o VirtuPVT com fornecimento/instalação local. Como referência apenas indicativa de importação (equipamento, sem impostos e sem instalação), estimativas de mercado apontam algo como R$ 3.500–6.000/m², variando por câmbio, frete e origem. Na prática, a carga tributária e despesas aduaneiras podem adicionar aproximadamente 30–60% (faixa indicativa) e o prazo de entrega pode ficar em 3–6 meses. Para decisão, é indispensável cotação formal e estudo de viabilidade.
Certificações e durabilidade: o VirtuPVT recebeu certificação TÜV Rheinland em 11/11/2024 (com testes de resistência e segurança informados pela fabricante) e a Naked Energy declara vida útil de 20+ anos para a linha Virtu. No Brasil, porém, não há indicação de certificação INMETRO específica para PVT híbrido (lacuna relevante para compras públicas, padronização e algumas políticas internas de empresas).
Segundo a fabricante o produto é indicado para edifícios com alta demanda de calor, como residências multifamiliares, fábricas e hotéis. No contexto brasileiro, isso faz mais sentido em operações com consumo térmico constante (lavanderias, cozinhas industriais, aquecimento de água de grande volume, processos de baixa/média temperatura), onde a parcela térmica costuma determinar o ROI.
Checklist rápido de viabilidade (Brasil): (1) sua demanda térmica é grande e frequente (ex.: água quente quase todos os dias)? (2) há área de telhado disponível e sombreamento baixo? (3) sua operação aceita importação (prazo + impostos) e manutenção sem suporte local dedicado? (4) faz sentido gerar eletricidade e calor no mesmo metro quadrado (restrição de área)? (5) há um integrador/engenharia capaz de dimensionar hidráulica, controle e integração com backup (gás/elétrico)?
Observações por região: Sul/Sudeste tendem a se beneficiar bem por demanda térmica anual e boa irradiação (além de temperaturas ambiente mais baixas em parte do ano, onde o vácuo ajuda a reduzir perdas). No Nordeste, o desempenho pode ser alto por irradiação, mas projetos devem considerar poeira/salinidade e rotina de limpeza dos tubos.
Monitoramento: a Naked Energy também cita a plataforma Clarity247 para monitoramento em tempo real (conforme página de produtos). Em projetos industriais/hoteleiros, medir separadamente produção térmica (kWh térmico) e elétrica (kWh) é essencial para comprovar economia e ajustar operação.