Reciclagem

Bioplástico de Casca de Laranja: 90 Dias para se Decompor

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⚠️ Atualização importante (2026)
Este conteúdo faz parte de uma atualização editorial do EkkoGreen. As informações abaixo foram incorporadas e aprofundadas no nosso guia completo sobre economia circular, onde reunimos conceitos, exemplos práticos e aplicações reais sobre redução de resíduos, reutilização de materiais, reciclagem e novos modelos de produção e consumo.

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Conteúdo atualizado em janeiro de 2026.

Muitos pesquisadores se empenham na descoberta de alternativas para diminuir o impacto negativo do plástico em nosso ecossistema. A estudante mexicana Giselle Mendoza, por exemplo, venceu um concurso nacional por criar um bioplástico produzido a partir da casca e bagaço da laranja. 

De acordo com Mendoza, no oceano pacífico (do qual o México é banhado) existe uma grande acumulação de lixo plástico, que pode ser comparado com o tamanho da França. Para o ano de 2050, haverá mais resquícios plásticos no mar do que vida marinha. “Vinculei isso a uma grande oportunidade, especialmente para o nosso país, o quinto maior produtor de laranja do mundo”, pontua.

Produção do Bioplástico

O grande objetivo do bioplástico é substituir o plástico de embalagens como sacolas, garrafas PET e demais objetos. (Reprodução/Tecnológico de Monterrey)
O grande objetivo do bioplástico é substituir o plástico de embalagens como sacolas, garrafas PET e demais objetos. (Reprodução/Tecnológico de Monterrey)

Além disso, a fruta foi escolhida por suas propriedades nutricionais, medicinais e pelo seu alto teor de celulose, que pode ser extraído para fazer tecidos. Para que a produção de seu material fosse viabilizada, a estudante fez parcerias com produtores da fruta, para que os custos do projeto fossem quase nulos ou por preços baixos por tonelada de descartes.

bioplastico
Reprodução/Tecnológico de Monterrey

Segundo Giselle, o objetivo principal da criação do bioplástico feito a base da casca de laranja — um material flexível e transparente —, é substituir o plástico de embalagens como sacolas, garrafas PET e demais objetos, que são os grandes poluentes dos oceanos e demais ecossistemas de nosso planeta. Ainda segundo a estudante, enquanto um plástico normal demora entorno de 100 anos para se decompor, o seu bioplástico necessita somente de 90 dias para completar sua deterioração.

Com o bioplástico a estudante tirou o terceiro lugar no Prêmio Santander de Inovação Empresarial de 2019. (Reprodução/Tecnológico de Monterrey)
Com o bioplástico a estudante tirou o terceiro lugar no Prêmio Santander de Inovação Empresarial de 2019. (Reprodução/Tecnológico de Monterrey)

Embora o produto ainda não seja comercializado, a pesquisa ainda é realizada pela startup GECO, fundada pela própria Giselle em 2018. A estudante tirou o terceiro lugar no Prêmio Santander de Inovação Empresarial de 2019, além do primeiro lugar no Global Student Entrepreneur Awards (GSEA) no México.

Outras alternativas de Bioplástico

Felizmente, foram criados diversas opções de plásticos biodegradáveis para serem a opção consciente aos plásticos poluentes. Todos eles são produzidos a base de fontes não renováveis (como o petróleo) que se biodegradam, e de plásticos feitos a partir de fontes renováveis que não se biodegradam, como as plantas. Entre os exemplos, podemos citar:

  • Bioplástico de poliácido láctico (PLA)
  • Bioplásticos feitos a partir de algas
  • Bioplástico de casca de camarão
  • Bioplástico de lixo orgânico
  • Bioplástico de poliamida (PA)
  • Bioplástico de polibutileno tereftalato adipato (PBAT)
  • Bioplástico de polibutilenosuccinato (PBS)

Outra alternativa aos plásticos convencionais, são os plásticos verdes: polietileno produzido a partir do etanol da cana-de-açúcar, de origem renovável, 100% reciclável e sem efeitos no aquecimento do planeta. Apesar disso, ele não é biodegradável, pois não pode ser degradado por microorganismos.

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